segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desejos - Caio Fernando Abreu



Que não nos faltem bons sentimentos.
Que nos falte egoísmo.
Que nos sobre paciência.
Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer.
Que não nos falte esperança.
Que novos amigos cheguem.
Que antigos sejam reencontrados.
Que cada caminho escolhido nos reserve boas surpresas.
Que a cada sorriso que uma criança der nos faça ter um bom dia e enxergar uma nova esperança. Que cada um de nós saiba ouvir cada conselho dado por uma pessoa mais velha.
Que não nos falte vontade de sorrir.
Que sejamos leves.
Que sejamos livres de preconceitos.
Que nenhum de nós se esqueça da força que possui.
Que não nos falte fé e amor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Entrevista com Bruno Peixoto, autor de "O livro dos pequenos mistérios"


Na próxima sexta, dia 21 de dezembro, às 20h - se o mundo não acabar - o ator campista  e irmão deste blogueiro, Bruno Peixoto lança O LIVRO DOS PEQUENOS MISTÉRIOS, aqui na terrinha. Trata-se de um livro de contos escrito em narrativa que remete ao realismo mágico, gênero literário de forte tradição latino-americana.

O lançamento em Campos dos Goytacazes será em um espaço cultural que abriu suas portas há pouco tempo, o  ESTAR MIX, que fica localizado na rua Salvador Correa 117, pertinho da Beneficência Portuguesa.

Bruno Peixoto saiu de Campos aos 17 anos para cursar Veterinária, mas aos poucos sua veia artística falou mais alto. Como já foi dito, ele é ator, assim como a mãe Alcione e o irmão Léo Peixoto - falecido há 11 anos-, dramaturgo, iluminador, diretor e professor de teatro. Tem carreira teatral consolidada em 15 anos de intenso trabalho com grupos e artistas de Belo Horizonte, Cabo Frio e Rio de Janeiro. 
Bati um papo rápido com ele para que nos falasse um pouco mais sobre este momento. tão especial em sua vida. E, como irmão coruja e amante das letras, convido aos amigos  moradores de Campos para esta noite especial.


Como é lançar seu primeiro livro na cidade natal?

- Tem um sabor especial. Há a expectativa de reencontrar amigos do Liceu e pessoas que me conheceram ainda criança. Saí daqui muito jovem e a maioria dos conhecidos daqui não sabe que tipo de artista eu me tornei. Agora saberão um pouco.

Sobre o que fala o livro?
- É um livro de contos com uma temática comum presente em todas as histórias. São os “pequenos mistérios” que o título fala. Para construir as narrativas eu namorei com o realismo mágico, que é um gênero literário muito forte na América Latina e que sempre amei ler. Fui muito influenciado também pelo Eduardo Galeano e pelo Mia Couto. Dois escritores altamente poéticos. Eles me “estimularam” a não temer escrever uma prosa altamente poética.

Você é ator, iluminador e professor de teatro. Como foi a experiência dessa mudança de ares do palco para a escrita?
- Foi muito natural. Fazer teatro é a arte de contar histórias. Escrever contos também. No fundo sou apenas um simples contador de histórias. Mas procurei respeitar cada formato. Há histórias que foram feitas para serem contadas no palco. É só pegar Shakespeare. Se você ler sozinho no quarto pode achar chato. Se fizer uma simples roda de leitura com um grupo de atores a história cresce e te arrebata. Quando escrevia o livro procurei alimentá-lo de forte carga literária. Mas o teatro sempre esteve presente. Tenho viajado com muitos trabalhos teatrais nos últimos anos e o livro foi literalmente escrito na estrada. Também ensino teatro para crianças e jovens. Fui observando ao longo dos anos o que cativa uma criança quando contamos uma história. Essa experiência também está no livro, apesar de serem contos para o público jovem e adulto. Mas a criança tem a qualidade de acreditar quando uma história é bem contada. Os adultos perderam esse “músculo” invisível que faz uma criança acreditar no imaginário. E isso faz falta. Lidar com o imaginário pode ser uma experiência enriquecedora para qualquer idade. Escrevi o livro para esse jovem, esse adulto que só vê e vive essa “vida real”. Por que essa “vida real” não basta para sermos plenos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Hábito - Mark Twain




"Não nos libertamos de um hábito 
atirando-o pela janela; 
é preciso fazê-lo descer a escada, 
degrau a degrau."

"O livro dos pequenos mistérios" em Campos


Charge do dia- Duke


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ousadia - Lya Luft


"Apesar de todos os medos, escolho a ousadia.
Apesar dos ferros, construo a dura realidade.
Prefiro a loucura à realidade,
e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.
Eu sou assim, pelo menos assim quero me imaginar:
a que explode o ponto e arqueia a linha,
e traça o contorno que ela mesma há de romper.
                                        Desculpem, mas preciso lhes dizer: Eu quero o delírio."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Amar - Arthur da Távola



Para conjugar o verbo amar é preciso conjugar o verbo ser.
O amor é exercício de felicidade, não de poder.
Quem ama controla.
E quem controla por amor,
acaba desamando num plano mais profundo,
pois impede a pessoa amada de ser florescer, crescer, cres/Ser...

Acordo com o tempo - Mário Lago


"Eu fiz um acordo com o tempo:
 nem eu fujo dele, nem ele me persegue.
 Um dia a gente se encontra".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Charge do dia- Duke




Detalhes - Goethe



"Cada dia deveríamos ouvir uma pequena canção,
ler uma boa composição poética
ou um pensamento que nos reconforte,
contemplar um excelente quadro e,
se possível, ter um diálogo amigável
ou um gesto de cordialidade."

Não olhe pra trás






Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito

Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação

Se não faz sentido, discorde comigo
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás

Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir em se preocupar demais
Cada escolha é um dilema

Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder

Se não faz sentido, discorde comigo
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás...

Composição: Alvin L. / Dinho Ouro Preto 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Moska no sábadão


Reminiscências de um blogueiro na tarde de sábado



Há tempos não faço uma postagem pessoal por aqui. O corre-corre do dia a dia, trabalho, viagens, casamento, família e outras coisinhas ocupam tempo demais na minha vida. Ainda bem. Já passa longe a época em que tinha tempo livre para escrever, escrever, escrever... E nem sabia se isso de alguma forma me ajudava de verdade. Lá no fundinho, acho que sim. Mas ao mesmo tempo, me prejudicava. 
Hoje venho aqui para agradecer. Ao Cara lá de cima que não me abandona. Não desiste de mim. Ainda um pouco assustado pelo fato do tempo estar passando tão rápido (já escrevi sobre isso aqui algumas vezes..), estou feliz por viver uma fase tão próxima de minha família e pessoas bacanas que vão surgindo pelo caminho.
Sobre essa coisa do tempo passar rápido demais, tive esta semana, a especial notícia de ver minha sobrinha-filha Estela passando para a PUC no Rio. Cursará Letras. A minha menina que vai completar 18 anos em janeiro - caso o mundo não acabe dia 21- será uma universitária. É.....
Hoje ouvi meu sobrinho-filho Yan falando que terá que fazer algumas mudanças em sua vida para estar mais perto e cuidar de uma pessoa muito próxima a ele. Vai renunciar a alguns "luxos" para um jovem de 19 anos, mas terá a chance de ajudar a alguém que já fez muito por ele. Que orgulho do meu moleque!!!
Dezembro entra e junto com ele, teremos o lançamento do primeiro livro do meu irmão, Bruno Peixoto. Um cara que ama o teatro, as artes, as letras... Que com seu jeito introspectivo ajuda as pessoas apenas com o olhar. Que ouve como ninguém e fala pouco. Mas quando fala ou quando escreve, arrebenta!!
Meu Deus, quantas coisas para agradecer.... 
E tantas coisas ainda por fazer....
Esta semana as viagens na volta de Macaé foram menos estressantes. Muitas conversas, risadas, aprendizado... Acho muito bacana a chance de aprendermos com os mais jovens. Nunca me fechei para isso. Estou com 40, embora muitas vezes não me sinta assim. E ter a chance de conviver com uma galera de 25,30,35 anos é muito legal. Mesmo que às vezes eu tenha que escutar pagodes não muito agradáveis nas viagens...rsrs... Mas tudo é válido.
A gente pensa tanto em melhorar de vida, ter mais grana, mais bens, mais tudo....
E às vezes esquecemos de valorizar pequenos momentos. Eu os valorizo. Sempre valorizei, e mais do que nunca quero muito viver estes pequenos momentos.
Valeu Papai do Céu!! Valeu mesmo!!!

Obs: A foto que ilustra a postagem é dos meus sobrinhos-filhos. Já é antiga, deve ter uns 8,9 anos. Mas é eterna.