terça-feira, 31 de agosto de 2010

Simples- Lya Luft


Porque entre o sim e o não é só um sopro,
entre o bom e o mau apenas um pensamento,
entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos
- e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi,
tudo recobre, tudo apaga,
tudo torna tão simples e tão diferente."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Feliz aniversário, envelheço na cidade...



Escrevo esta postagem no dia 29. Como não terei tempo de vir aqui no dia 30(hoje), deixarei programada.

O que,decididamente, não estava programado é que meu irmão fosse embora tão cedo. Mas foi....

Só que hoje é dia de festa. Seu aniversário. E mais uma vez agradeço por ter tido a chance de conviver contigo durante 28 anos, Zé! Mais uma vez agradeço por ter nos deixado Yan e Estela. Por ter nos deixado um exemplo de amizade e companheirismo. Por aquele porre que tomamos aqui em casa durante uma tarde, perto de um carnaval, onde pudemos conversar e nos abrir como nunca acontecera. Obrigado até pelas discussões que tivemos. Até disso sinto falta. E por fim, obrigado por se preocupar comigo até hoje.

Como é segunda, não comerei feijoada ou mocotó, como nos seus lendários aniversários. Nem mesmo beberei uma cervejinha, até porque você sabe bem que estou tentando maneirar. Mas vai aqui meu beijo com toda gratidão, saudade e amor que houver nessa vida!!

Valeu cabeludo!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Realidade-Millôr Fernandes


“Nós sempre temos a tendência
de ver coisas que não existem,
e ficar cegos para as grandes lições
que estão diante de nossos olhos”.

sábado, 28 de agosto de 2010

Simplicidade - Brahma Kumaris


"Simplicidade é deixar o passado.
Não as experiências acumuladas, mas deixar a dor.
Aqueles que seguram a dor nunca podem ser simples.
O fato de precisar passar por muitos estágios de aprendizagem,
até chegar na simplicidade, é um paradoxo.
Existe uma paisagem complexa antes de alcançar o calmo e simples mar.
Esta é a virtude daquele que é espiritualmente antigo
e também a posse daquele que é fisicamente novo.
A atmosfera criada por aqueles que têm simplicidade faz com que todos se sintam confortáveis."

Já decidi


Nas últimas duas eleições, votei em Chico Alencar para deputado federal. E, graças a Deus, posso dizer que foi um voto bem dado. Chico se mostrou um deputado atuante, aguerrido e ciente do que é representar seu eleitorado.
Votava no Chico porque não via aqui na região alguém comprometido de verdade. Alguém em quem pudesse confiar o meu voto. Ao contrário da maioria, gosto de acompanhar o noticiário político, até para ter fundamentos para escolher este ou aquele candidato.
Nesta eleição, tenho a grata supresa de encontrar um político sério aqui pertinho. E estou com ele!!
Meu candidato a deputado federal é Dr. Aluízio Junior – 4343
Aluízio dos Santos Junior é médico neurocirurgião e presidente do Partido Verde (PV) de Macaé. Casado, pai de três filhos: Luiza, Lucas e Aluízio Neto. Macaense, nascido em 13 de julho de 1968. Filho do cirurgião dentista Aluízio dos Santos e da servidora pública Maria Izabel, Dr. Aluízio Junior teve uma típica infância de cidade do interior. Começou sua atividade política ainda na adolescência nos colégios públicos de Macaé em que estudou e no Grupo Grito de Fé da Igreja Católica.
Sua vida é baseada em quatro princípios – família, simplicidade, trabalho e fé.
Em 1983 foi estudar química na Escola Técnica Federal de Campos. Foi um momento de engrandecimento pessoal e quando, pela primeira vez, Dr. Aluízio desligou-se da família, que continuou na cidade natal. Em 86 ingressou na Faculdade de Medicina de Campos. Ele sempre quis ser médico. Lembra que quando era criança, passava na porta do Hospital São João Batista em Macaé, e ficava fascinado com aquela movimentação.
O momento da vida acadêmica foi muito rico para o Dr. Aluízio Junior. Seu potencial de liderança fez com que ele assumisse logo a presidência da Sociedade Universitária de Pesquisa e Estudos Médicos. E no seu currículo acumula participações importantes como membro titular da Academia Brasileira de Neurocirurgia e da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.
Em 2006 recebeu da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro o Título Benemérito do Estado pelos serviços prestados na área de saúde, principalmente em Macaé, onde foi Superintendente do Hospital Público Municipal e Presidente da Fundação Municipal Hospitalar.
Com a vontade de cumprir a missão de construção que sua fé lhe indica, Dr. Aluízio Junior se candidatou nas eleições de 2008, e foi o segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Macaé, com uma diferença de apenas dois mil votos para o prefeito reeleito.
Na sua vida de médico dedicado, conheceu profundamente as aflições humanas. E essa vivência, unida com a vontade de transformação, faz com que Dr. Aluízio Junior hoje seja candidato a Deputado Federal pelo Partido Verde (PV), com o número 4343.
“A política tem que ser uma vocação e assim deve ser exercida”, afirma Dr. Aluízio.

Caso queira conhecer mais as propostas de Dr. Aluisio, visite o seu site:
http://www.draluizio.com.br/

É isso...


Chegou a hora de sair de cima do muro. Não voto em Dilma pelas decepções causadas pelo PT e pelo Lula. No Serra, também não. E entre os candidatos que estão aí, fiz a minha opção pela Marina. Pelo seu passado, seu presente, sua preocupação com o futuro.
Marinei....

Para refletir..


domingo, 22 de agosto de 2010

Música apropriada



As entradas do meu rosto
E os meus cabelos brancos
Aparecem a cada ano
No final de um mês de Agosto...

Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo...

Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou...

Amanhã! Amanhã!
Amanhã! Amanhã!...

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez...

sábado, 21 de agosto de 2010

Para se privar do invisível- Carpinejar


Não é preciso ter razão para cantar.
Para dar ao corpo uma manhã mais tarde, uma noite mais úmida.
Para decorar a letra tremida da carne.
Canta-se como uma telha solta do telhado, para se confessar de alegria.
Canta-se para não dizer tudo o que resta a dizer.
Para não ser dito o que não cabe, para que sejam lidas as labaredas.
Canta-se para confundir o pão e os insetos, as mãos e os seios, os joelhos e ladeira da chuva. Canta-se para não dormir durante a leitura. Para roçar um vestido. Para se privar do invisível. Canta-se para não assentar o fundo, para retardar o caminho de regresso.
Canta-se para amar o que ainda nem nasceu, para interromper uma recordação triste.
Canta-se ainda que sem voz afinada, sem apetite.
Canta-se como uma poeira luminosa que sobe dos tapetes
e que só é vista na infância ou quando se canta.
Canta-se com o relógio de árvore. Com as ervas mastigadas pelas águas, pela extensão dos cabelos. Canta-se pelo silêncio crespo do vinho, pelo vitral que há no vinho.
Canta-se pelas pedras onduladas das lâmpadas, para se apoiar na velhice das escadas.
Canta-se para ultrapassar a mágoa, para não ter motivos.
Canta-se para embaralhar a confiança e a carícia, desobedecer o ventre, injuriar com um beijo. Canta-se para arrumar os ombros, ajeitar a gola, subir na grama.
Canta-se para alimentar o que não é letra. Para despedir-se do começo.
Canta-se para viver no mesmo dia dos lábios. Pela falta de equilíbrio dos segredos.
Canta-se para persistir quando era o momento de se apagar.
Canta-se para convencer o passado que ele ainda não imaginou o suficiente.
Canta-se para respirar mesmo sem ar. Para respirar debaixo de um corpo.

Amar- Arthur da Távola


Para conjugar o verbo amar é preciso conjugar o verbo ser.
O amor é exercício de felicidade, não de poder.
Quem ama controla.
E quem controla por amor,
acaba desamando num plano mais profundo,
pois impede a pessoa amada de ser florescer, crescer, cres/Ser...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Minha vida-Rubem Alves


"Minha vida... se divide em três fases.
Na primeira,
meu mundo era do tamanho do universo e era habitado por deuses,
verdadeiros e absolutos.
Na segunda fase meu mundo encolheu,
ficou mais modesto e passou a ser habitado por heróis revolucionários
que portavam armas e cantavam canções de transformar o mundo.
Na terceira fase,
mortos os deuses,
mortos os heróis,
mortas as verdades e os absolutos,
meu mundo se encolheu ainda mais
e chegou não à sua verdade final
mas à sua beleza final:
ficou belo e efêmero como uma jabuticabeira florida"

in "Do Universo à Jabuticabeira"

domingo, 15 de agosto de 2010

Nome-Ferreira Gullar


E depois de tanto que importa um nome?
Te cubro de flor, menina,
e te dou todos os nomes do mundo:
te chamo aurora
te chamo água
te descubro nas pedras coloridas
nas artistas de cinema
nas aparições do sonho...


in “Poema Sujo”

Restrito-Caio Fernando Abreu


“Não sou para todos.
Gosto muito do meu mundinho.
Ele é cheio de surpresas,
palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes tem um céu azul,
outras tempestade.
Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos.
Mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas que estão dentro dele
não estão por acaso.
São necessárias.”

sábado, 14 de agosto de 2010

Pés no chão- Martha Medeiros




Volta e meia me pego falando coisas em que nem eu mesma acredito.
Por exemplo, costumo dizer por aí que mantenho meus pés no chão,
que não sou de delirar, de procurar cabelo em ovo, essas coisas.
Pés no chão, pés no chão.
Sempre falo isso com um misto de orgulho e ao mesmo tempo de estranhamento.
O orgulho até entendo – pés no chão é uma metáfora para sensatez, lucidez.
O estranhamento eu compreendi recentemente, quando li uns versos do norueguês Tor Age Bringsvaerd, que descobri serem até manjados, mas que eu não conhecia:
quem mantém os dois pés no chão/não sai do lugar. Está aí o que me incomodava.
Desde então, fico me perguntando o que os meus dois pés no chão têm me trazido de bom. Trouxeram a consciência de que não sou melhor nem pior do que ninguém, que faço o que posso. Os pés no chão me fizeram reconhecer minhas limitações e a não criar expectativas mirabolantes em relação a nada. Me fizeram desenvolver um olho clínico para detectar exibicionistas, arrogantes e toda espécie de gente que “se acha”, e que me causam verdadeiro tédio.
É o que me trouxeram meus dois pés no chão, tanto o esquerdo quanto o direito.
O que eles podem me tirar é que me assusta.
Não tenho vocação para a permanência eterna, para nada eterno. Não mais. Tinha quando era uma menina e não fazia ideia de que estar em movimento não era sinônimo de indecisão, e sim de sabedoria. Para frente, para trás ou para os lados: não importa a direção, o que vale é a troca de paisagem. O ângulo novo. As coisas que a gente não enxergava antes, quando estava parado.
Ao tirar os dois pés do chão, permito que as certezas me abandonem e me concedo o direito ao mistério. Não fico mais tão segura de nada, e assim abro espaço no cérebro para diversas especulações – que me levarão aonde? Não sei.
O “não sei” pode, sem querer, nos apontar um caminho bem legítimo.
Tirando os pés do chão, volto a sonhar, eu que havia trocado sonhos por objetivos.
Já não sou criança para temer que essa “levitação” me faça cometer bobagens.
Vai ver é de bobagens mesmo que estou precisando.
Manter os pés no chão exige contração, concentração. Não é relaxante. Para sair da posição de sentido, preciso me desapegar, me desprender: será isso ruim? Não quero mais em mim uma postura militar, uma cabeça de sargento, ao menos não todo o tempo.
Preciso encontrar em mim a recruta também, o soldado que cumpre as regras, porém, debocha do general quando ele não está vendo.Vou manter meus pés no chão, porque delirar todo o tempo não é possível, não quando se tem responsabilidades adquiridas.
O orgulho da consciência ainda habita em mim. Mas ficar cravada no solo, para sempre, não dá. Como diz o norueguês, não se vai a lugar algum, então, que eu me desloque ao menos em pensamentos, em vertigens mentais, em piruetas audaciosas que me façam pousar alguns metros adiante, lá onde se consegue olhar para trás e descobrir o bem que fizemos ao mudar.

Momento nostalgia

Vercillando

Hoje tem show de Jorge Vercillo aqui em Macaé. Há tempos é um dos meus cantores prediletos, e lá estarei com Renata, depois de algum tempo, vercilando....
E como há tempos não pinto aqui no blog, um fim de semana com muito amor, poesia e magia para todos que aqui vêm....
O vídeo abaixo mostra uma parceria de Jorge com Jota Maranhão, "Filosofia de Amor".