sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sorriso - Antoine Saint-Exupéry


“No momento em que sorrimos para alguém,
descobrimo-lo como pessoa,
e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”.

Um pouco de Quintana...


As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Limites- Clarice Lispector


"Fico com medo.
Mas o coração bate.
O amor inexplicável faz o coração
bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu,
e eu uma forma de te ser:
Eis os limites de minha possibilidade."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Prudência - Johann K Lavater


"Se deseja ser delicado e correto,
discuta com calma,escute com atenção,
responda com tranqüilidade
e pare de falar quando nada mais tiver a dizer".

Meditando - Osho


"Torne-se mais amoroso e mais silencioso.
É uma tarefa difícil!
Seja amoroso com os outros e,
quando estiver sozinho, fique em silêncio.
Comece a se sentar em silêncio.
Sempre que tiver tempo, sente-se em silêncio,
com os olhos fechados, sem fazer coisa alguma.
Sei que vai ser um fenômeno difícil,
mas, se você começar, um dia conseguirá fazê-lo.
Estas duas coisas são de suma importância:
o dom de amar os outros e o dom do silêncio consigo mesmo.
Elas lhe trarão grande alegria e um dia trarão Deus a sua porta."

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A alma dos diferentes- Arthur da Távola


"Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende o porque de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual:
a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos por omissão,
se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram ( e se transformam)
nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio,
e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas,
cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois."

SE o amor não vai bem, concentre-se em você- Rosana Braga


Se a relação não vai bem, muitas vezes precisamos baixar a ansiedade e esperar,
até que a situação melhore; pois ela sempre melhora, de uma forma ou de outra!
Percebi que a dúvida não está em dar um tempo, mas em como conseguir fazer isso,
em como suportar a espera. Realmente, é sempre muito difícil esperar.
A paciência é o exercício da espera... um grande e penoso aprendizado para nós, seres humanos. Mas, sabe, a verdade é que só há uma maneira de dar um tempo para o amor.
É tirar o foco do outro e colocá-lo em você!
Isto é, existem momentos na vida em que, mais do que nunca,
precisamos olhar para nós mesmos, nos concentrarmos em nossos próprios sentimentos, lançarmos mão de nossa coragem e perguntar ao nosso coração o que realmente queremos,
do que realmente gostamos e o que realmente estamos fazendo com nossas vidas...
Geralmente, quando estamos num relacionamento,
costumamos nos concentrar no outro quase que totalmente,
seja nas características boas, seja nas ruins.
Por conta disso, passamos a responsabilizar o outro tanto por nossa felicidade
(quando tudo vai bem), como por nossa dor, por nossos medos,
inseguranças e tristezas (quando tudo vai mal)...
Se tudo vai bem, nem percebemos.
Mas quando a desilusão chega (e ela sempre chega, porque é uma grande mestra:
nos tira da ilusão em que estávamos vivendo),
fica muito doloroso admitir que também somos responsáveis,
que também contribuímos para que certas ilusões fossem criadas e mantidas...
E, assim, recusando a dor, negando nossa participação, nada conseguimos fazer,
nada podemos mudar e não sabemos como sair desse jogo.
Certamente, escrever é bem mais fácil do que viver, mas eu lhe garanto:
sei o quanto é difícil, mas sei o quanto é possível!
Então, sugiro que diante da desilusão,
diante da crise que vai se instalando dia-a-dia numa relação de amor,
você se concentre em si mesmo.
Todos nós, algum dia em nossas vidas, já quisemos mudar a pessoa amada.
Já desejamos que ela fosse diferente, que agisse de outra maneira,
que nos dissesse outras palavras e talvez até sentisse outros sentimentos.
Mas nos deparamos com a impossibilidade de mudar o outro.
É assim: descobrimos a duras penas que não podemos melhorar o outro porque já temos dificuldade e trabalho o suficiente para melhorarmos a nós mesmos.
Mas nem sempre nos damos conta de que a melhora pede conhecimento, dedicação e coragem.
Só poderemos sair da dor quando soubermos exatamente onde está nossa ferida.
Sim, porque o outro não tem o poder de nos fazer sofrer se, antes, nós mesmos não tivermos criado uma ferida para que, ao ser tocada, sintamos dor...
Ou seja, o outro não nos machuca, apenas toca em nossos machucados (feitos por nós mesmos) para nos lembrar de que eles ainda estão ali,
precisando de cuidados, de atenção, de tratamento.
Faça um check-up interno.
Descubra quais são as feridas que você foi lhe fazendo ao longo da vida.
Lembre-se das vezes em que os acontecimentos não foram exatamente como você esperava, como você gostaria e que, por isso, você se feriu, se culpou,
não foi capaz de aceitar o ritmo do Universo.
Esteja certo de que, uma vez detectadas as suas feridas, você saberá como curá-las.
Saberá ainda que é exatamente esse o tempo que a gente dá para a relação.
Um tempo para nós mesmos, para nossas dores, para nossa cura... Para nossa evolução!
E de tempo em tempo, de dor em dor, estaremos cada vez mais prontos para viver o amor...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Loucura controlada - Lygia Fagundes Telles


"Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos,
não tanto por virtude, mas por cálculo.
Controlar essa loucura razoável:
se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios
porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura.
O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas.
Sem despesas. "

Eu mesmo- Mozart

"Quando sou,
por assim dizer,
absolutamente eu mesmo
completamente só e de bom humor;
é nessas ocasiões que minhas idéias fluem melhor
e mais abundantemente".

Faltando tempo - Simone de Castilho


A maioria das pessoas que estão no mercado de trabalho se queixam de um mesmo problema:a falta de tempo. O trabalho consome praticamente a totalidade do dia, não sobrando tempo para nenhuma outra atividade, uma vez que se chega exausto e sem vontade de mais nada em casa.O que acontece é que as pessoas dimensionam mal e não fazem nenhum tipo de planejamento sobre suas vidas além do trabalho.Trabalhar é uma necessidade comum a todos mas a forma como executamos nosso trabalho, a velocidade e as prioridades é que darão rumo ao tipo de vida que teremos.No trabalho, estabelecer o que é prioritário faz toda a diferença.Recebemos inúmeras solicitações durante o dia e sabemos impossível atender a todas.Ao invés de viver este stress, vamos priorizar e atender o que é mais importante, o demais será atendido a seu tempo e de acordo com uma escala em nossas tarefas diárias.Em casa, estabelecer prioridades também é fundamental. Se deixarmo-nos levar pelas atividades profissionais e o cansaço que elas nos imputam, jamais teremos tempo para a família, os amigos e até para nós mesmos.Uma coisa é certa: quanto menos fazemos, menos queremos fazer. O tempo deve-se adaptar às nossas necessidades ou seja nós devemos encontrar esse tempo priorizando aquilo que é importante para nós e colocando estas atividades na frente. Desta forma podemos nos programar além do trabalho, podemos cuidar da vida pessoal, da casa, da família e podemos ter mais qualidade em nossa vida como um todo. Afinal o grande segredo e o grande desafio é encontrar este ponto de equilíbrio e saber administrar este tempo.

Tentando voltar...

Aos meus 4 leitores, quero pedir desculpas pelo sumiço.
Ando mesmo sem vontade de postar nada, mas acho que esse blog tão querido e que já me proporcionou tantos momentos bacanas não pode ficar abandonado assim.
Ou seja: mesmo que aos pouquinhos, voltei....