terça-feira, 18 de agosto de 2009

22 anos sem Drummond


Ontem, dia 17 de agosto, fez 22 anos que o maior poeta brasileiro nos deixou. Como ontem não estava muito bem, inicio hoje uma modesta homenagem a Drummond aqui no Blog. Abaixo o poema "Ao Amor Antigo", um de meus prediletos, e já postado aqui outras vezes:

"O amor antigo vive de si mesmo,
Não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
Mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
Feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
E por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
Aquilo que foi grande e deslumbrante,
E a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperanças
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
E resplandece no seu canto obscuro,
Tanto mais velho quanto mais amor. "