terça-feira, 6 de maio de 2008

Uma pirueta...duas piruetas...


Indescritível!!!
Há cerca de duas semanas fui surpreendido pela notícia dada por Rachel: "Estou com um DVD dos Trapalhões que têm alguns filmes, entre eles "Os Saltimbancos Trapalhões".
Caramba!! Convivendo comigo há 5 anos e alguns meses, sabe bem ela o que esse filme representa para mim. Por diversas vezes falei sobre esse filme. E sobre outros filmes e os domingos vendo "Os Trapalhões". Pouca importa para mim o que falam do atual programa do Renato Aragão- que confesso, não vejo por achar que faltam 3 caras ali-. Mas quando se fala nos "Saltimbancos" é uma viagem ao túnel do tempo ao velho estilo Vídeo Show.
O ano era 1981 ou 82. Morava em Cabo Frio na inesquecível casa de São Cristóvão. Sem dúvida, a melhor fase de minha infância!! Quando estreava filme dos "Trapalhões", o Cine Recreio enchia!! Era uma guerra!! Guerra de pipoca, de papel de bala, jujuba!! Farra boa!!
Semana passada, na segunda-feira quando normalmente vejo "Linha de Passe" na ESPN Brasil, fui ver "Os Saltimbancos" depois de muitos anos. E mais uma vez chorei...é ouvir "uma pirueta, duas piruetas" que volta tudo....e bate uma saudade doida daqueles tempos e principalmente de meu irmão.
Hoje passei por nova experiência. Chegando do escritório, Bruno assistia ao filme e minutos depois estávamos eu, ele e mamãe deitados nos deliciando, dando risadas, matando saudades. E como há alguns dias não escrevo nada aqui, achei a inspiração necessária para fazê-lo.
Quero dedicar este texto ao meus irmãos, à minha noiva que me deu a chance de rever esse filme e à minha amiga e eterna Miss Simpatia Cintia Pinheiro Fagundes. E ela sabe o motivo...
Não consegui colocar o vídeo, mas quem quiser matar saudades é só clicar:

http://www.youtube.com/watch?v=A85lIztoKAc
Bom terminar o dia com essa sensação de saudade e alegria!!

Sobre o filme:

O encontro improvável entre um bardo sambista da MPB e um grupo de humor televisivo soltou faísca ao menor atrito. Bom pra todos: Chico Buarque procurava outros temas, uma vez que a resistência à ditadura tornava-se redundante com a abertura do general Figueiredo (seu disco daquele ano, Almanaque, não tinha uma música de protesto sequer), e os Trapalhões precisavam de um prumo para ajudar sua carreira cinematográfica deslanchar de vez. E descobrimos um Chico acanalhado e Didi, Dedé, Mussum e Zacarias funcionando – e bem – sem a ajuda da TV. Da circense – e emblemática – “Piruetas” à cândida “Minha Canção”, a trilha passa pelo forró “Rebichada”, o rock “A Cidade dos Artistas” (com Elba Ramalho), a doce “Hollywood” (com Lucinha Lins) e o xote “Alô Liberdade” (com Bebel Gilberto), sem perder o rebolado e a graça. Mas o Chico subversivo ainda dava sinais nas entrelinhas – das desculpas ao “Meu Caro Barão” à “réstia de luz onde dorme o meu irmão” (que, sutilmente, aponta os últimos porões do Dops). Fora o próprio tema do filme, adaptado da versão que Chico fez de uma peça infantil italiana nos anos 70 – que canta, sem remorso, “todos juntos somos fortes/ Não há nada a temer "

Sensação indescritível!!!