domingo, 14 de setembro de 2008

Frejat brilha em show solo!!


Sou um fã ardoroso do Rock Nacional da década de 80. Ali surgiram Legião, Paralamas, Blitz, Capital, Engenheiros e tantos outros. Mas tenho um carinho especial pelo Barão Vermelho. E pela dupla Cazuza e Frejat. O próprio nome deste blog comprova isso, já que para quem não sabe, trata-se do título da minha música predileta. E fiquei muito feliz ao achar essa matéria do JB on line. Dá-lhe Frejat!!

"Dos 9 aos 12 anos, Rafael Pelegatti Frejat viu notas e acordes tomarem conta de seus dias e noites em aulas na Guitar Club, escola especializada em guitarra, em Ipanema. Mirando-se no pai, mas talhado em audições aquarteladas de AC/DC e Ozzy Osbourne, o menino pisou o palco do Canecão, neste fim de semana, para acompanhar Frejat em duas canções. Foi a surpresa do espetáculo Intimidade entre estranhos, mas não a única. Ao pulsar com releituras de Adriana Calcanhotto (Vambora) e Renato Russo e Flávio Venturini (Mais uma vez), reivindicar o violão como ferramenta das inúmeras baladas e pedir a anuência da platéia para as novas canções, o líder do Barão Vermelho descolou-se definitivamente do Barão Vermelho. Pôs-se, absoluto, como o grande sobrevivente da década de 80 e a bordo do melhor show pop de 2008 até agora. Um show em família e para, acredite, a família.
É um espetáculo vulcânico, em que co-habitam entretenimento e clássicos românticos da seara pop. Como todo show do gênero deveria ser. Frejat está onipotente. Ordena a platéia, dirige sua obra como um proprietário orgulhoso. De canções e de idéias, de direções e transgressões. De investidas nas mais profundas miríades melódicas. Por isso seu show é o de um líder, de um ícone da música brasileira – no mais amplo sentido de sua importante existência.
Diferentemente de nomes dos anos 80 que se perderam em autodestrutivas e sistemáticas mudanças, caso de Paulo Ricardo e suas idas e vindas, do romântico ao rock, o cantor e um dos compositores do Barão Vermelho tem a carreira – e o palco na mão. (...) Daí em diante, aparecem as sempre necessárias Bete Balanço, Eu preciso te tirar do sério, e Amor pra recomeçar.
Entremeando os dois pedaços, canções do terceiro disco, Intimidade entre estranhos, recém-lançado e invadido por vários parceiros distintos, de novos como Paulo Ricardo (Controle remoto) e Black Alien (Eu não quero brigar mais não) aos habituais Mauro Sta Cecília (Dois lados, com Mauricio Barros, faixa que emplacou na novela global Beleza pura; e O céu não acaba, com Ezequiel Neves).
(...)É em Tudo de bom, parceria com Bruno Levinson (que no show também lhe entrega Homem não chora), que entra em cena Rafael Pelegatti Frejat, o filho do síndico da festa. Com uma guitarra Gibson SG que quase lhe cobre o corpo, o moleque rasga em solos e riffs pesados, transformando-se na estrelinha da noite. Lado a lado, pai e filho parecem que ligam o amplificador no quarto do garoto todo fim de noite antes de se despedirem. Mas não, não é bem assim.
- Ele queria que eu o ensinasse a tocar guitarra, mas eu disse que não era professor. Eu não tinha método, né? Daí ele foi estudar numa escola – lembra Frejat. – De vez em quando a gente vê um DVD junto, ouve música no carro e tal. Mas quase não nos encontramos para tocar. A participação dele foi só no Rio mesmo.
Frejat dá o primeiro tchau com Malandragem (com Cazuza, gravada por Cássia Eller pela primeira vez em O marginal) e Amor pra recomeçar (com Mauro Sta Cecília. No bis, pedido em gritaria pela platéia, Por que a gente é assim (Cazuza, Frejat e Ezequiel Neves).
– É o melhor show da carreira solo dele – atesta o letrista, poeta e escritor Mauro Sta Cecília, parceiro desde 1998 e que já emplacou 10 canções nessa fase, três delas no último disco. – Sou suspeito para falar do Frejat. Está tudo muito redondo e ele privilegiou as músicas mais aceleradas. As pessoas hoje estão mais preguiçosas. Querem sair de casa para ouvir só os sucessos. E acho que o Frejat conseguiu combinar essas duas coisas muito bem: as novas e os clássicos.
Reverbera-se no Canecão uma sensação de show clássico. Aquele em que você não vai, mas fica sabendo por alguém com um desagradável “você não sabe o que perdeu”. Na porta do camarim, uma imensa fila em busca de uma foto, uma frase ou um singelo olhar distante do cantor. Frejat vai a São Paulo e ao Sul do Brasil este mês. No Rio, só se poderá vê-lo dia 22 de outubro, no Circo Voador, em aparição dividida com a cantora Roberta Sá, o grande nome da ala feminina neste ano.
– Eu e ela não conversamos sobre o show, não sabemos ainda como vamos nos misturar – admite Frejat. – Mas acho que vai dar certo.
Sempre dá certo para Frejat."