Para Oninha

Durante a infância, o menino sempre a teve por perto. Apesar da vida profissional agitada e da luta diária para proporcionar a seus filhos uma vida digna, aquela mãe sempre dava um jeito de fazer um carinho, acompanhar como iam na escola, e nem se importava quando o menino chegava do João XXIII e descia para a casa da avó, sua amada avó. Não se importava porque sabia o quanto aquele menino a amava.
Mãe, esposa, lutadora.
Deixou Campos e acompanhou seu marido na nova empreitada em Cabo Frio. Durante os 9 anos que ali moraram, muito sofrimento e algumas alegrias. Triste, começou a fumar. Achou que de alguma forma, aquele maldito pedaço de nicotina poderia ajudá-la nos momentos de insegurança. Graças a Deus superou isso tudo. Mesmo com os percalços, nunca deixou seus filhos de lado. Mãe atenta, amorosa e quando necessário, brava. Aquele moleque, com seus 13 anos, adorava leite moça. Sem saber manejar o abridor de latas, pegava uma faca e um socador, e o problema estava resolvido. Numa dessas ocasiões, porém, ele exagerou. Abriu 3 latas e deixou na geladeira. Eis que a mãe descobriu, e obrigou o garoto a tomar o que tinha nas 3 latas e ainda abriu as duas que restavam no armário. Era a maneira encontrada para educá-lo. Queria que o filho aprendesse a dividir as coisas com os irmãos. Na época, adiantou. Depois de uma dor de barriga enjoada, ficou meses sem querer saber de leite moça. E o garoto ficou menos egoísta.
Em 1989, aquele menino, já um adolescente de 17 anos, foi agredido na escola, após ter vencido uma eleição para representante de turma. Era o que faltava para a zelosa mãe decidir: "Vamos voltar para Campos!".
E assim aconteceu. Num fim de tarde ensolarado, chegou em casa e avisou aos filhos. Naquela noite, conseguiu um caminhão e colocou o que ainda restava de sua vida. Os 9 anos em Cabo Frio foram traumatizantes. O casamento já estava em crise há tempos e o que importava de verdade para aquela guerreira era a felicidade da sua cria. Visionária, sabia que em Campos, eles seriam mais felizes.
Vinte e um anos depois, aquela mãe ainda passou por maus bocados. Perdeu dois de seus quatro filhos em trágicos acidentes. Mas, a cada dia ela vai se superando. Para aquele molecote que abria leite moça escondido, ela sempre foi e será um exemplo de vida. Mãe em tempo integral. Amor, zelo, carinho, broncas, mais amor, mais amor...só amor....
É o que ela prega em sua vida. Virou mãe de muitos outros ao longo desses anos. Não se furtava a abrir sua casa para os amigos dos filhos. Ainda hoje é lembrada por isso. Virou avó e aí mais uma vez, a porção materna fala mais alto. Não à toa, os netos a chamam de "voinha". Existe coisa mais terna do que chamar sua vó de "voinha"??
Eu a chamo de Oninha. Minha mãe, meu amor, meu tudo.
PS- Quero também deixar meu beijo com muito amor e gratidão para algumas mães que marcaram a minha vida: Anita, Gê, Nina, Anamaria, Ceila, Edna, Cenira e Helza.
Mãe, esposa, lutadora.
Deixou Campos e acompanhou seu marido na nova empreitada em Cabo Frio. Durante os 9 anos que ali moraram, muito sofrimento e algumas alegrias. Triste, começou a fumar. Achou que de alguma forma, aquele maldito pedaço de nicotina poderia ajudá-la nos momentos de insegurança. Graças a Deus superou isso tudo. Mesmo com os percalços, nunca deixou seus filhos de lado. Mãe atenta, amorosa e quando necessário, brava. Aquele moleque, com seus 13 anos, adorava leite moça. Sem saber manejar o abridor de latas, pegava uma faca e um socador, e o problema estava resolvido. Numa dessas ocasiões, porém, ele exagerou. Abriu 3 latas e deixou na geladeira. Eis que a mãe descobriu, e obrigou o garoto a tomar o que tinha nas 3 latas e ainda abriu as duas que restavam no armário. Era a maneira encontrada para educá-lo. Queria que o filho aprendesse a dividir as coisas com os irmãos. Na época, adiantou. Depois de uma dor de barriga enjoada, ficou meses sem querer saber de leite moça. E o garoto ficou menos egoísta.
Em 1989, aquele menino, já um adolescente de 17 anos, foi agredido na escola, após ter vencido uma eleição para representante de turma. Era o que faltava para a zelosa mãe decidir: "Vamos voltar para Campos!".
E assim aconteceu. Num fim de tarde ensolarado, chegou em casa e avisou aos filhos. Naquela noite, conseguiu um caminhão e colocou o que ainda restava de sua vida. Os 9 anos em Cabo Frio foram traumatizantes. O casamento já estava em crise há tempos e o que importava de verdade para aquela guerreira era a felicidade da sua cria. Visionária, sabia que em Campos, eles seriam mais felizes.
Vinte e um anos depois, aquela mãe ainda passou por maus bocados. Perdeu dois de seus quatro filhos em trágicos acidentes. Mas, a cada dia ela vai se superando. Para aquele molecote que abria leite moça escondido, ela sempre foi e será um exemplo de vida. Mãe em tempo integral. Amor, zelo, carinho, broncas, mais amor, mais amor...só amor....
É o que ela prega em sua vida. Virou mãe de muitos outros ao longo desses anos. Não se furtava a abrir sua casa para os amigos dos filhos. Ainda hoje é lembrada por isso. Virou avó e aí mais uma vez, a porção materna fala mais alto. Não à toa, os netos a chamam de "voinha". Existe coisa mais terna do que chamar sua vó de "voinha"??
Eu a chamo de Oninha. Minha mãe, meu amor, meu tudo.
PS- Quero também deixar meu beijo com muito amor e gratidão para algumas mães que marcaram a minha vida: Anita, Gê, Nina, Anamaria, Ceila, Edna, Cenira e Helza.
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