quinta-feira, 14 de agosto de 2008

"PÁTRIA MADRASTA VIL"

"Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam aestrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?"

Este é um texto de Clarice Zeitel. Premiada pela UNESCO, Clarice , de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'. A redação de Clarice intitulada "Pátria Madrasta Vil?" foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

7 comentários:

Mário disse...

Belo (e sincero) texto, carregado de uma emoção excêntrica, uma emoção racional.
Que bom seria se o grandes canais de mídia (aqueles que formam opiniões), incentivassem a juventude a ler, e posteriormente, ter condições de escrever textos construtivos, esclarecedores e relevantes como este.
A rapaziada esta mais preocupada em saber o que vai rolar no próximo capítulo de MALHAÇÃO.

Enquanto isso na planície...
Os funcionários contratados da PMC estão se manifestando no centro da cidade, com gritos de ordem em favor do candidato da situação... Democráticamente, seria normal se a maioria sequer soubesse qual a causa do manifesto.
No nordeste isso é chamado de voto de cabresto.
Aqui pode ser O Teatro dos Vampiros.

Gervásio Neto disse...

Mário,
Quero mais uma vez agradecer à sua participação cada vez mais frequente aqui no blog.
Também achei o texto belíssimo. Minha mãe recebeu por e-mail e logo o encaminhou, com o intuito de divulgá-lo aqui no blog.
forte abraço

Mário disse...

Que nada Neto,
eu quem agradeço por manter-me informado acerca dos acontecimentos, e pelo entretenimento gerado através de bons e interessantes posts.
Estou aproveitando o tempo ocioso ja que estou de férias srsrs
Abraço!

Sérgio disse...

Que texto!!!!!!!!!!!!
Falou tudo e mais um pouco!!!!!!!!!!!
E o Mário foi perfeito em sua análise mesmo. Sou cara que sempre votou na esquerda e estou sem pai nem mãe nesta eleições.
Devo votar na Odete. Se não vou anular mesmo!!!
Vou colar este texto e encaminhar!
Post muito bom!

Mury com y P... disse...

Cadastra esse 2 blogs aí meu amigo.

http://murycomy.blogspot.com/

http://republicadobrasil.blogspot.com/

Sérgio Beno Malschitzky disse...

Esta na hora de acordar e enxergar com os próprios olhos o que vem acontecendo no Brasil. É preciso procurar se informar em fontes fidedignas para que formemos juízo de valor sobre questões políticas, econômicas e sociais a respeito da nossa Pátria, para que não nos tornemos marionetes cibernéticas a serviço de interesses escusos que visam destruir o que temos de melhor; O NOSSO PATRIOTISMO, A NOSSA SAGACIDADE E A NOSSA SOBERANIA!
O sistema econômico com certeza tem que ser capitalista, mas o governo com certeza tem que ser socialista. Pois o capitalismo gera injustiças que só o socialismo pode corrigir ou amenizar. E no caso específico do Brasil, o que ocorre é que o baixo poder aquisitivo da população da base da pirâmide social é tão discrepante que impede o crescimento econômico. Pois o consumo interno é um forte aliado do desenvolvimento. Mas como aumentar o consumo interno do país com uma concentração de renda tão acentuada (veja a pirâmide de distribuição da renda nacional). É aí que entra o poder do governo como fator de redistribuição de renda, seja através de programas “assistencialistas” ou através de uma política de melhoria do salário mínimo (quando criado por Getúlio Vargas, destinava-se a permitir a vida digna de uma família de 4 pessoas). Quando a avareza e a ganância não permitem que se valorize condignamente a força de trabalho é necessário que o governo atue como regulador destes fatores econômicos para o bem da economia como um todo. Para isto são necessárias políticas que incrementem o consumo, seja através de melhorias salariais ou de políticas de assistência social. O que não é mais admissível é um país como o Brasil, com tantos recursos naturais, continuar a manter uma discrepante e tortuosa distribuição de renda que o impossibilite crescer, a não ser por meio da exportação de bens e serviços que a maioria da população não consegue consumir internamente. Um país só atinge sua maioridade quando passa a ser Nação! O conceito de Nação implica respeito ao seu povo, costumes, tradições e principalmente justiça social. A simples constatação dessa realidade não é o suficiente para mudar a realidade. A verdade é que o “povão pobre” esta distribuindo poder aquisitivo para o “povinho rico”, quando recebe muito menos do que vale e com isso impossibilitando o seu crescimento como ser humano. Já que o ser humano é ganancioso por natureza e as religiões do mundo de hoje também, resta ao governo a grande tarefa de fazer justiça social. E o paradoxo dessa questão, é que pela falta de visão econômica capitalista (“direita”) da sociedade dominante, é que o nosso querido Brasil vem se arrastando e gerando pobreza há muito tempo. É por isso que continuo, apesar de denúncias e escândalos (que sempre existiram e vão existir), acreditando que o governo Lula esta no caminho certo. No caminho do desenvolvimento sustentado, principalmente pelo aumento do consumo interno que esta há décadas asfixiado, e por isso mesmo, como que matando a árvore da economia, pois suas raízes estão subnutridas. Devemos exportar sim! Mas antes devemos nos preocupar com a dignidade do nosso povo. A quem interessa um PIB magnífico à custa da desgraça de um povo? Com certeza àqueles que aqui vêm a passeio, aqueles que não se identificam com o nosso Brasil, aqueles que não compreendem o conceito de Nação! O Brasil é muito grande e rico naturalmente, nada justifica tamanha injustiça social. Nunca é tarde para resgatar a dignidade de um povo. Principalmente quando é isto que fará a diferença entre crescimento com qualidade e a exploração humana. É muito fácil indignar-se com a miséria alheia, mas parece ser inconcebível reconhecer as causas dela. O Brasil tem um histórico de paz, não é preciso uma revolução (embora talvez, se tivesse havido, hoje seríamos uma Nação), apenas uma maior consideração para com a dignidade humana. O Brasil tem tudo que é necessário para ser uma grande Nação. Para impor uma nova ordem mundial. Baseada em conceitos de justiça social, respeito à dignidade humana, cultural e étnica. Não é porque alguém ou um país tem mais poder econômico ou bélico que ele é dono da verdade. Mesmo porque, a verdade vista por esse ângulo, um dia cobra a conta. A miséria, a violência urbana, as guerras e o tráfico de drogas, são contrapartidas (contas a pagar) geradas pelo descaso com o social e com a dignidade humana. É preciso dar condições mínimas de sobrevivência, com dignidade e respeito àqueles que necessitam e tiveram o direito de nascer. Pois melhor aprende aquele que não tem fome, aquele que não tem frio, aquele que não tem medo, aquele que tem saúde. É por isso que a função social compete ao governo. Porque aí não se admite o fito de lucro. Não é humano lucrar com a necessidade do próximo. Mas tenho certeza que este governo esta no caminho certo. A melhoria da qualidade de vida da base da pirâmide social vai gerar aquecimento econômico e conseqüente geração de emprego e renda. O Brasil ainda desconhece a força que o brasileiro tem. Mas isto esta mudando e todos nós veremos em breve o desabrochar desta grande Nação!

Ass.: Sérgio Beno Malschitzky, um brasileiro consciente.

freefun0616 disse...

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